ARAÚJO, FÁTIMA - Nasceu em Patos, filha de Felix Araújo da Silva e Laurita Silva Araújo. Iniciou os estudos primários na cidade natal, concluindo-os em João Pessoa, onde seus pais fixaram residência, nos meados dos anos sessenta. Desde jovem iniciou suas atividades literárias, escrevendo poemas e crônicas. Graduou-se em Letras e em Comunicação Social, pela Universidade Federal da Paraíba. Freqüentou vários cursos de extensão e especialização. Ingressando no jornalismo, atuou em vários órgãos de imprensa de seu Estado, notadamente, O NORTE, CORREIO DA PARAÍBA e A UNIÃO. Dedicando-se à pesquisa histórica, realizou vários estudos na área, publicando os seus resultados em importantes obras que possibilitaram seu ingresso no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, no qual ocupa a Cadeira n. 23, que tem por patrono Apolônio Nóbrega e na qual sucedeu a Ernani Sátyro. Fátima Araújo pertence, também, à Associação Paraibana de Imprensa (API), e ao Sindicato dos Jornalistas da Paraíba. Divorciada, é mãe de Alberto, Felipe, Eneida Maria e Monalisa.

B I B L I O G R A F I A

- Buscando as flores, s/l, s/e, [1973].

- Folhas do tempo - Contos e crônicas, s/l, s/e,s/d, 2a. ed.

- História interpretativa e jornalismo, Discurso de posse no IHGP, 1986.

- História e ideologia da imprensa na Paraíba, A União, 1983, João Pessoa.

- História da API,Governo do Estado, 1985, João Pessoa.

- Paraíba: Imprensa e vida, Governo do Estado, 1985, João Pessoa.

- Antônio Mariz - A trajeória de um idealista, A União, 1996, João Pessoa.

ANTOLOGIA

                                 Desamor

                De que serve ao amante a noite sem amor
                O jardim sem flor...
                A flor sem perfume, sem embriaguez?

                Ao pássaro prisioneiro de que lhe servem as asas?
                De que vale o amor de corpos sem poesia?
                Flor decrépita sem viço, sem perfume
                Olhar sem luz, sorriso sem encanto
                Vidas sem vida...


                                  O Fim

                 Quero a morte
                 Sonolenta e calma
                 Dormir... me transportar...
                 Aromas de rosas impregnando o leito...
                 Quero ir vestida de branco
                 Quero magia, leveza, encantamento...

                 Flores desabrochando nos campos
                 Vidas brotando no anoitecer.

                                        (Buscando as flores, págs. 47 e 63)