DANTAS, JOMACI - Jomaci Dantas Nóbrega nasceu em Patos, a 11 de outubro de 1967, filho de Joel Domingos Dantas e Maria das Dores Dantas Nóbrega. Com apenas quatorze anos de idade, começou a assistir cantorias e festivais de violeiros, realizados por todo o Nordeste. Posteriormente, ele mesmo promoveu vários festivais na região das Espinharas e do Vale do Piancó. Apesar de jovem, defrontou-se com diversos can tadores de maior experiência, tais como, Ivanildo Vilanova, Oliveira de Panelas, Otacílio Batista, Odilon Nunes de Sá, Valdir Teles e Pinto do Monteiro.

B I B L I O G R A F I A

- Sonetos do coração e outros poemas, s/e, 1997, s/l.

ANTOLOGIA



                          Eu queria cantar para meu pai

                          Eu queria cantar para meu pai,
                          A canção que outro dia fiz pra ele
                          Concentrado na luz dos olhos dele
                          Num amor que da minha alma sai.

                          Como um filho que ama e que não trai,
                          Abraçado também ia dizer-lhe
                          Trago o pinho somente e quero nele
                          Expressar-lhe a saudade que me atrai.

                          O senhor nunca ouviu o meu repente.
                          Ouça, agora, meu pai; venha, se sente
                          E escute a canção da minha dor.

                          Ao invés de chorar, me bata palma,
                          Restaurando alegria em minha alma,
                          Já que nunca cantei para o senhor".



                                 Desejos de poeta


                           Quero só um bêmio como amigo,
                           Uma flor, o luar, uma calçada,
                           E um poeta na minha madrugada
                           Pra cantar a canço que não consigo.

                           Uma simples mulher beba comigo,
                           Totalmente de amor necessitada,
                           Eu conduza no drinque ou na tragada
                           Minha última esperança pra o jazigo.

                           Quero, sim, um boteco na cidade,
                           Pra que eu possa esconder minha saudade
                           Colocando no copo a minha dor.

                           E o meu corpo ao perder toda a estrutura,
                           Alguém bote na minha sepultura
                           "Aqui jaz um cativo do amor".

                           (Sonetos do coraço e outros poemas, págs. 3 e 18)