MAGALHÃES, MANUEL QUIRINO DE (CHYRINO DE MAGALHAENS) - Nasceu em Patos, no ano de 1876, filho de João Pedro de Magalhães e de Maria Estela Quirino de Magalhães, professora primária. Fez os primeiros estudos na cidade natal. Aos vinte anos, segundo informa Álvaro Cardoso Gomes, em ensaio intitulado "Revisão de Chyrino de Magalhaens", inserido em seu livro "O poético: magia e iluminação", Quirino de Magalhães ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Por essa época sonha com publicar uma revista literária que chega a ter seu primeiro e único número, saído em 1889, com o título Phalanges. Uma vez diplomado, segundo ainda Álvaro Cardoso Gomes, passa Quirino de Magalhães a advogar em Patos. Em 1905, publica o livro de poesias Epiphanias. Ao morrer, em 1923, deixa Qurino de Magalhães versos esparsos e fragmentos de poesias que comporiam o livro Vôo Véu, jamais concluído e publicado.

B I B L I O G R A F I A

- Epiphanias

ANTOLOGIA
                                GRYPHO
                GRIFA O TYPÓÓRAPHO O CORAÇÃO DO HYPOGRIPHO
                                                   onde
                                                   as asas
                                                   soam
                                                   em revoada 
                                                   mythológica
                 ali, o Silêncio é só espanto
                 nem a Noite cobre o véu do
                               de
                                 sa
                                   len
                                      to
                 as palavras ensimesmadas voam: o espaço
                                  é o ofício do Poeta
                  a sua voz um cristal mudo




                                            EST(R)ELA
      NOITE                                                                            onde
                                                                                   sombra
                                                                                penumbra
                                               não é a rósea rosa
                                                  desperta
                                                       SOL
                                        amarela corola aquecida

                                          fulgindo em raios fúlgidos
              em negro
                   est(r)elas
                          brilham

                                  s               l                             r
                                                                                          a
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                                                                                        s